A Refinaria de Cabinda já iniciou a produção de combustíveis, embora ainda em fase limitada, informou nesta quinta-feira o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, que rejeitou a ideia de insucesso do projecto, afirmou à imprensa, no final da visita do Presidente do Gabão à Refinaria de Luanda.
O governante sustentou que a unidade enfrenta constrangimentos relacionados com o sistema de importação e exportação, ainda por concluir, após a revisão do projecto inicial de transporte do petróleo e derivados.
Diamantino Azevedo explicou que o plano inicial, previa uma infra-estrutura com cerca de 12 quilómetros, mas alterações técnicas e exigências no terreno obrigaram à extensão para 20 quilómetros, o que provocou atrasos na execução.
O ministro apontou igualmente dificuldades nas operações marítimas em Cabinda, devido às condições do mar, que permitem apenas uma janela anual de cerca de três meses para trabalhos em pleno oceano.
Referiu ainda limitações no fornecimento de aço no mercado internacional, associadas ao aumento dos preços e à logística de transporte a partir de Ponta Negra, factores que atrasaram a conclusão do sistema de importação e exportação.
Enquanto decorrem os trabalhos definitivos, disse, a refinaria opera com soluções alternativas, situação que limita a capacidade de armazenamento dos produtos refinados.
Segundo o responsável, a primeira produção comercial de gasóleo, realizada em Fevereiro, foi maioritariamente destinada ao consumo na província de Cabinda.








