O mercado angolano de carbono apresenta um potencial estimado entre 20 e 30 mil milhões de dólares no mercado voluntário e que pode atingir cerca de 75 mil milhões de dólares no mercado regulado nos próximos 20 anos, avançou nesta segunda-feira, em Luanda, o presidente da Associação do Mercado de Carbono em Angola, Emanuel Bernardo.
O especialista apelou para a necessidade de o Governo legislar o mercado, considerando existirem mais de 150 tipologias de crédito de carbono, mas em Angola, o processo ainda é tímido, estando na forja apenas cerca de cinco projectos, mas na sua maioria voluntários.
“Existe o mercado regulamentado onde os Estados determinam as sua metas ou quotas e o mercado voluntário desenvolvido por instituições comunitários, através de projectos que impactam as comunidades”, explicou.
Referiu que o sector petrolífero apesar de não ser o mais poluente em Angola, é dos mais interessados em financiar iniciativas do género, atendendo à obrigatoriedade imposta pelos organismos internacionais.
“O modelo da agricultura familiar é demasiado poluente, devido às queimas e à desflorestação”, atestou, sublinhando a necessidade de promover acções de educação ambiental nas comunidades.
Emanuel Bernardo disse ainda que a conjuntura geopolítica tem impactado o mercado de carbono, com o preços a saltarem de 20 dólares por tonelada, para cerca de 70 e 80 dólares nos últimos dias.








