A introdução de sistemas de conversão de veículos para Gás de Petróleo Liquefeito (LPG), tecnologia apresentada esta quarta-feira, em Luanda, pela empresa de matriz polaca “LTG Gas Company”, poderá reduzir os custos operacionais de transporte em Angola em mais de 30%.
O sistema, denominado “Dual LPG” permite que veículos originalmente fabricados para consumir gasolina ou gasóleo passem a operar também com gás, uma alternativa que, segundo a empresa promotora em Angola “CHEMETECH-ANGOLA”, “tem númeras vantagens económicas e ambientais”.
De acordo com o presidente do grupo “ELPIGGAZ”, Grzegorz Jarznski, que apresentou a iniciativa, a tecnologia é adaptável a uma vasta gama de veículos, desde carros ligeiros de passageiros a pesados, autocarros, carrinhas e até maquinaria agrícola e motores estacionários.
O processo consiste na instalação de um kit de conversão que inclui um depósito de alta pressão (disponível em vários formatos para optimizar o espaço do veículo), um redutor, injectores e um controlador electrónico.
No caso dos motores a gasolina, o sistema interrompe o fluxo de combustível líquido para injectar o LPG, utilizando sinais do próprio motor para garantir que o desempenho do veículo se mantenha idêntico ao original.O condutor tem a liberdade de alternar entre os dois combustíveis através de um interruptor instalado no veículo.
Relativamente à segurança, a “CHEMETECH-ANGOLA” assegura que os tanques de LPG são mais resistentes do que os depósitos convencionais de gasolina ou gasóleo, uma vez que são estanques e reforçados para suportar altas pressões.
No capítulo económico, a grande vantagem reside na disparidade de preços, “o custo do LPG nas bombas é, em regra, inferior a 50% do valor do diesel ou da gasolina em vários mercados”, destacou o responsável da empresa durante a demonstração da eficácia do sistema.
Sublinhou que com a implementação desta solução, o mercado angolano poderá observar uma folga orçamental quer para as famílias, quer para as empresas de logística e transporte público, contribuindo simultaneamente para a redução da emissão de gases poluentes.
Para tal, avança Grzegorz Jarznski, a CHAMETECH-ANGOLA já está a preparar a montagem das infra-estruturas técnicas, a desenvolver acções para firmar parceria com empresas do mercado angolano, para posteriormente iniciar as formações especializadas.








