A indústria de bebidas em Angola perspectiva crescer cerca de sete por cento ao ano até 2030, para 576,39 mil milhões de dólares, contra os 551,81 alcançados em 2025, reflectindo uma taxa de crescimento anual de 45%, apontu nesta terça-feira, em Luanda, o presidente da Associação das Indústrias de Bebidas de Angola (AIBA), Manuel Sumbula.
A projecção resulta do estudo sobre o sector apresentado aos jornalistas, em que destaca igualmente o investimento de cerca de 123 mil milhões de kwanzas efectuado entre o ano de 2020 a 2024, dos quais 71,5 destinou-se à modernização das operações das infra-estruturas do sector.
Segundo o estudo, no mesmo período, o sector contribuiu, em média, com 112 mil milhões de kwanzas por ano em impostos, tendo atingido a cifra de 149 mil milhões de kwanzas em 2024.
O responsável ressaltou que em 2024, o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) representou cerca de 57% de carga fiscal contra os 178% do Imposto Especial de Consumo (IEC).
O estudo também refere que ao longo dos cinco anos, a indústria gerou perto de 12 mil empregos directos e 31 mil indirectos, reforçando assim o seu impacto económico e social.
Referiu que o país tem um potencial para produzir cerca de 106,8 milhões de hectolitros, mas, sublinha o documento, estão por explorar mais de 50%, o que evidencia uma margem significativa para expansão do sector.
No plano produtivo, destaca-se o compromisso com a substituição de importações, com maior incorporação de matérias-primas locais como gritz (milho), arroz e açúcar, o que permitiu reduzir as importações de matéria-prima, com destaque para o milho de 81% para 25% até 2024.
Quanto às embalagens e rótulos, o documento ressalta que o sector tem reforçado a produção nacional, com o contributo de empresas parceiras como a Nampak, Embalvidro, Plasticom e a Zeepak, que já exportam parte da sua produção na ordem dos 40% e 20% com receitas a rondarem entre os 10 a 23 milhões de dólares.
De acordo com o estudo, o sector detém um potencial de exportação estimado em 1,82 milhões de dólares entre 2025 e 2030, o que posiciona o país como referência regional.
Este desempenho reforça o papel da indústria de bebidas na diversificação da economia angolana, com impacto directo na produção nacional, emprego e geração de divisas.








