O secretário de Estado para a Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável, Nascimento Soares, afirmou nesta quinta-feira, em Luanda, que a caça furtiva é uma das principais causas da ameaça de extinção da Palanca Negra Gigante, tanto na Reserva Natural Integral do Luando, como no Parque Nacional de Cangandala (Malanje).
O governante, que falava no acto de abertura do workshop sobre o estado actual de conservação da Palanca Negra Gigante e perspectivas futuras, destacou que a caça furtiva constitui a maior ameaça directa à preservação da espécie, agravada pela falta de responsabilização dos infractores.
Segundo o responsável, embora existam diplomas legais e instrumentos como o Código Penal para punir os crimes ambientais, o foco actual está também na educação ambiental, com vista a sensibilizar a população sobre a importância da espécie e as implicações legais da caça furtiva.
Referiu ainda que o Ministério do Ambiente tem trabalhado na responsabilização dos caçadores, mas salientou que a valorização da imagem da Palanca Negra Gigante para fins turísticos exige uma abordagem transversal, com o envolvimento de diferentes sectores, incluindo os órgãos de comunicação social.
Nascimento Soares informou que Angola tem registado avanços no combate aos crimes ambientais, com destaque para a implementação do Plano Nacional de Acção do Marfim e a criação da Comissão Interministerial de Combate aos Crimes Ambientais.
Acrescentou que o país está empenhado na expansão do Sistema Nacional de Áreas de Conservação, em alinhamento com compromissos globais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e as metas 30/30.
O Secretário de Estado sublinhou que a biodiversidade é encarada como uma oportunidade económica, social e estratégica, com potencial para impulsionar o ecoturismo sustentável, a valorização dos ecossistemas e a investigação científica.








