• Economia
  • Negócios
  • Rural
  • Mundo
  • Turismo
  • Arte & Cultura
  • Multimédia
    • Vídeos
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Economia
  • Negócios
  • Rural
  • Mundo
  • Turismo
  • Arte & Cultura
  • Multimédia
    • Vídeos
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
Home Negócios

Como tornar realidade a teoria apresentada nos trabalhos na Universidade                                                       

Andre Mussamo Por Andre Mussamo
9 de Março, 2026
em Negócios
Erickson Mvezi

Já tínhamos uma base de dados de pré-lançamento com três mil pessoas e só tínhamos dois restaurantes, ainda assim decidimos lançar. Os clientes questionavam: ‘Só são dois restaurantes?’ O primeiro dia foi um dos mais difíceis. Imagina que estás a trabalhar há 18 meses, e no dia do lançamento não aparece nenhum cliente?! Segundo dia: nada. Tivemos de fazer encomendas simuladas para encorajar a nossa própria equipa. Chegamos a oferecer produtos na perspectiva de manter os clientes activos. 

Poderão também interessar-lhe...

Paulo Múrias e o Vale do Bero: À conquista do título “Moçâmedes, capital do vinho”

Empresários australianos interessados na gestão do Terminal do Caio

RNT e REN de Portugal formalizam cooperação técnica

Quanto aos restaurantes que ainda não tinham acedido a trabalhar connosco, fazíamos várias simulações. Pegávamos num telefone anónimo, ligávamos a eles do tipo ‘gostaria de fazer uma encomenda’ Vocês trabalham com a TUPUCA?’. E eles (restaurantes) respondiam que não trabalhavam. Eram chamadas atrás de chamadas e, de seguida, o nosso comercial ia para este restaurante e só assim fechávamos o contrato. 

A forma que encontramos de chamar atenção a um dos nossos maiores parceiros, o grupo dos KFC e outros produtos, foi a seguinte: o Wilson, um dos meus dois sócios, teve a ideia de irmos para lá vestidos de entregadores e levantar uma pizza. Imagine alguém grande, chega na loja, vestido de entregador, a levantar uma pizza? Isso chama logo a atenção. Num abrir e fechar de olhos, os responsáveis desceram logo e vieram falar connosco. Disseram-nos que era boa iniciativa e, dois anos mais tarde, fechámos contrato. 

Fomos muito arrojados na forma de procurar mercado e fazer as coisas acontecerem. Esta é uma das características fundamentais do empreendedor. Por vezes, parece uma loucura. Nem sempre é apenas uma questão de boas ideias, mas também de quem é mais resiliente.

Qual foi o valor aplicado neste projecto?

Todo o valor aplicado até à data actual, digamos, são por aí uns 400 mil dólares americanos em várias etapas, contando investimento próprio, investidores anjos, etc. O processo todo levou a isso. E digo que pelo impacto que nós tivemos, versus valor, podemos dizer que foi um milagre, porque no mundo das startups, as desta dimensão já levantam 5 a 10 milhões de dólares.

Está satisfeito?

Não, não. A nossa visão é ‘começamos com a TUPUCA e depois empoderar as pequenas e médias empresas, através da logística utilizando tecnologia. Creio que ainda temos muito por fazer porque estas soluções continuam a ser soluções de grandes cidades, mas existem pequenos negócios em todo o país. O nosso objectivo agora é simplificar o acesso à plataforma e democratizar o acesso à TUPUCA. 

Erickson Mvezi
Parte da equipa TUPUCA

Queremos ser a plataforma que empodera as pequenas empresas e outros empreendedores que nem eu, aqueles que têm ideias e precisam de uma plataforma aberta para eles conseguirem construir os seus projectos dentro. Essa é a nossa visão. Fruto desta visão, há três anos atrás, expandimos para o Congo (RDC), um mercado super desafiador, mas conseguimos entrar porque não encurtámos o caminho. Durante este processo de lançamento da TUPUCA. 

Conseguimos entender o que é necessário para trazer valor a um parceiro, como fidelizar um moto-boy que trabalha no mercado informal e consegue trazer a ele um produto em que passa a ganhar três vezes mais. Conseguimos, de certa forma, passar educação e literacia financeira para estes moto-boys. Hoje são eles que investem em motos Têm frota própria Outros têm hamburgueria e conseguem ter uma visão diferente! Nós não queremos só ter tupunquinhas com os nossos entregadores, queremos ter jovens empreendedores que, no tempo que passam na TUPUCA, recebem o máximo de conhecimento para depois lançarem o que for necessário e que faça diferença nas suas vidas.

Por quê  TUPUCA?

O nome TUPUCA surgiu porque, quando fomos registrar, o nome inicial “Pitéu 24” já estava registrado. TUPUCA significa gula na língua Umbundo e pronto foi a opção. O que acontece é: existem várias empresas de entrega. Muitas a trabalharem de forma informal. Não dispõem de tecnologia de rastreio, não conseguem verificar quem é a pessoa que está a levar, ou seja, um processo que não passa confiança a vários potenciais clientes. Nós queremos profissionalizar todo este segmento. Todo o ramo logístico, nós queremos profissionalizá-lo, trazendo mais ferramentas tecnológicas para que mais empresas logísticas possam fazer parte. Porque se nós conseguirmos resolver questões logísticas, conseguiremos resolver outros grandes problemas. 

Por exemplo, quando olhamos para o ramo da agricultura, um dos grandes problemas que temos é o escoamento E não é por falta de meios, mas falta de informação a circular em tempo real, para que o mercado possa saber da existência da produção de meios de transporte e potenciais compradores… Se nós conseguirmos ‘linkar’ estas informações, em tempo real, e tivermos plataformas que consigam comunicar, da mesma forma que acontece com a entrega de um hambúrguer, onde o fulano está em casa e com fome; a fulana vende hambúrguer e o beltrano tem uma moto e pode transportar; este exercício pode escalar a nível nacional.

Está a pensar num produtor de batata que está no Andulo e um cliente que está em Luanda e a TUPUCA serve de link, tirando o produto e entregando-o ao destinatário?

Sim.

Por qual via?

Terrestre, porque nós olhamos para as coisas como pontos a circularem, se começarmos a olhar do tipo: uma moto pode ser um avião, um barco, um carro, basta que esteja conectado, nem que seja em apenas alguns instantes de acesso à rede e fazer actualização de informação, conseguiríamos replicar isso para qualquer sector, tanto para envio de parcelas como nos Correios de Angola, ou movimentar a bata de um sítio para outro, partilhando a informação da sua chegada, actualizando preços, etc. Resumindo, é mais ou menos isso que começamos a ver. 

Pagina 4 de 6
Prev1...3456Próximo

Recomendado Para Si

Paulo Múrias e o Vale do Bero: À conquista do título “Moçâmedes, capital do vinho”

Por Filipe Sá
6 de Maio, 2026
Paulo Múrias

O vinho é mais do que uma bebida: é memória líquida, é terra transformada em sabor. O vinho tinto Vale...

Leia maisDetails

Empresários australianos interessados na gestão do Terminal do Caio

Por Miguel Daniel
1 de Maio, 2026
O embaixador Luvualo de Carvalho com empresários australianos

Empresários australianos mostraram-se interessados na gestão do Terminal de Águas Profundas do Caio, em Cabinda, avança uma nota que tivemos...

Leia maisDetails

RNT e REN de Portugal formalizam cooperação técnica

Por Redacção
30 de Abril, 2026
O PCA da RNT, Rui Gourgel, com o seu homólogo da REN, Rodrigo Costa

A Rede Nacional de Transporte de Electricidade de Angola (RNT-EP) e a sua congénere portuguesa, REN - Redes Energéticas Nacionais,...

Leia maisDetails

OMATAPALO distinguida com prémio Forbes de responsabilidade social em engenharia

Por Filipe Sá
25 de Abril, 2026
Sede da OMATAPALO

A OMATAPALO engenharia e construção foi distinguida nesta sexta-feira, em Luanda, com o prémio Forbes de responsabilidade social em engenharia....

Leia maisDetails

Bolsa: BFA distribui maior dividendo em quase 11 anos da BODIVA

Por Miguel Daniel
13 de Abril, 2026

O mercado bolsista angolano esteve agitado nesta segunda-feira, com a distribuição dos dividendos resultantes da venda de parte das ações...

Leia maisDetails

Notícias Relacionadas

Quinta edição do debate Economia 100 Makas do economista e jornalista Carlos Rosado de Carvalho com a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa

OGE 2026 projecta transformações estruturais no sector fiscal

23 de Fevereiro, 2026 - Atualizado Em 24 de Fevereiro, 2026

“The dollar smile”

15 de Maio, 2025

Narciso Benedito desafia empresários a investirem no polimento de Rochas ornamentais no Cuanza Sul

9 de Dezembro, 2025

Navegar por Categorias

  • Arte & Cultura
  • Capas
  • Economia
  • Finanças
  • Mundo
  • Negócios
  • Opinião
  • Rural
  • Turismo
  • Uncategorized
  • Vídeos
Facebook Instagram Whatsapp

Para Sí

  • Radio Maís
  • O País
  • Media Nova
  • Contactos

Categorias

  • Economia
  • Negocios
  • Rural
  • Mundo
  • Turismo
  • Arte & Cultura

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Economia
  • Negócios
  • Rural
  • Mundo
  • Turismo
  • Arte & Cultura
  • Multimédia
    • Vídeos

© 2025 Negócios Em Exame - Um produto da Socijornal / Grupo Medianova

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.
Are you sure want to unlock this post?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?