O sistema de pagamentos instantâneos de Angola, “Kwik”, regista cerca de 130 mil transferências por dia, com um total de 15 milhões de contas registadas, informou esta quarta-feira, em Luanda, o administrador da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), Eduardo Bettencourt.
Em declarações à imprensa, no final da campanha de lançamento oficial do Kwik nos mercados, sublinhou que, em 2025, o sistema registou um crescimento acima de 1000%, o que demonstra o nível de adesão.
Acrescentou que a pretensão passa por ter um número considerável de contas e garantir que as pessoas utilizem diariamente o aplicativo.
“O Kwik é o instrumento de pagamento de Angola que permite fazer transferências imediatas e instantâneas, através de apenas um número de telefone”, acrescentou.
Por seu turno, a administradora adjunta para a área política, social e das comunidades do município do Sambizanga, Maria Bento, considerou que o projecto vai facilitar às vendedoras e aos munícipes, de forma geral, procederem às transacções instantâneas.
“Os munícipes já poderão ter mais segurança no manuseamento do dinheiro, pois vamos trabalhar no sentido de sensibilizar as nossas vendedeiras de forma a aderirem a essas carteiras digitais”, enfatizou.
Já a comerciante Manuela da Costa realçou a realização da campanha que vai ajudar nos procedimentos de pagamento e reduzir o número de roubos.
O Kwik entra numa fase de expansão e proximidade, levando aos cidadãos e comerciantes uma solução já disponível em mais de 20 instituições financeiras, com maior presença no terreno, promovendo a sua adopção no quotidiano de forma prática e acessível.
Desenvolvido com base na realidade angolana, o Kwik garante acessibilidade universal, funcionando quer em telemóveis convencionais de botão, com a tecnologia “USSD”, quer em smartphones, permitindo a adesão de diferentes perfis de utilizadores, sem barreiras tecnológicas.
Com especial enfoque nos mercados informais, o lançamento do Kwik nos mercados visa reduzir os riscos associados ao manuseamento de dinheiro físico, reforçar a confiança nas transacções e facilitar as trocas comerciais entre comerciantes e consumidores, contribuindo para uma economia mais dinâmica e segura.








