O Fundo de Garantia de Crédito (FGC) fechou o exercício económico de 2025 com um resultado líquido positivo de 7,9 mil milhões de kwanzas, informou nesta quarta-feira, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração, Luzayadio Simba.
De acordo com o gestor, que falava durante a sessão de apresentação do relatório do exercício económico do ano transacto, esse desempenho reflecte uma trajectória de crescimento exponencial em três anos consecutivos.
Luzayadio Simba destacou que, até à data, o FGC emitiu um total de 13 mil e 648 garantias, o que contribuiu para a criação de um fundo global superior a 19 mil 867 milhões de kwanzas.
Sobre o saneamento feito no programa “Angola Investe”, o gestor assegurou ter sido um sucesso da referida carteira do programa.
O PCA explicou que, dos 208 projectos que se encontravam em situação de incumprimento, o FGC conseguiu regularizar 99 projectos, através de um trabalho conjunto com a banca e os promotores.
“Muitos desses projectos precisavam apenas de uma reestruturação, seja pelo alargamento do prazo de maturidade para reduzir as prestações, seja pelo aumento da exposição, onde o banco injectou mais capital para o projecto arrancar”, esclareceu o responsável, sublinhando que dos accionamentos, o fundo pagou apenas 13 mil milhões dos 30 previsto.
Acrescentou que, para o presente ano, estão a ser liquidados mais sete mil milhões de kwanzas referentes ao Banco BIC, cujo acordo foi finalizado nos últimos dias do ano transacto.
No que toca à recuperação de fundos públicos, Luzayadio Simba informou que o FGC já arrecadou mais de dois mil milhões de kwanzas, dos 22 mil milhões pagos em sede de accionamentos.
O gestor assegurou que o processo de negociação com os promotores é contínuo , tendo como meta recuperar a totalidade do montante pago pelo Estado.
Para esse resultado, explicou, o sucesso operacional da instituição foi atribuído, em grande medida, à criação da “Direcção de Acompanhamento”, que permitiu que mais de 50% dos projectos anteriormente em incumprimento passassem à situação de regularidade.
“Verificámos que grande parte dos projectos não tinham êxito, por falta de acompanhamento, mas com esta nova direcção, conseguimos inverter esse cenário e garantir a viabilidade das iniciativas apoiadas pelo Fundo”, assevero.








